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A catástrofe que se abateu sobre a América Central na esteira do furacão Mitch causou
consternação no BID, sobretudo entre os membros de seu quadro que trabalharam na região
durante anos. Esses funcionários do Banco dedicaram tempo e energia às operações do BID
destinadas a ajudar no progresso desses países e na criação de melhores condições de vida para os
seus povos. Havia entre eles preocupação quanto ao destino de colegas e amigos e desalento
diante da perda de grande parte daquilo que era fruto de seu trabalho. A experiência foi particularmente tocante para os membros da missão de emergência do BID que chegou a Tegucigalpa poucos dias depois da tormenta. Eles descreveram cenas e conversas de que jamais se esquecerão Chris Jennings, especialista em saneamento, relembra: "Era uma visão sinistra. As pessoas faziam buracos na lama nos locais onde alguns dias antes ficavam as suas casas". Em um complexo esportivo onde se abrigavam cerca de 240.000 mil moradores da cidade deixados sem casa pelo furacão, o especialista em direito Dana Martin encontrou grande número de famílias dormindo no chão e uma mulher com uma televisão enrolada em um pedaço de pano, provavelmente o único bem que conseguiu salvar. "A simples visão desse local era de partir o coração", disse ele. Mas, sob os escombros que a inundação deixou para trás, os
membros da missão também descobriram um espírito de determinação, força e otimismo. Esta foi
a impressão do especialista em agricultura Hugo Villarroel: "Eles perderam tudo, mas mantiveram
um espírito positivo. Quando a gente lhes falava, eles pareciam felizes. No lugar dessas pessoas,
eu estaria aos prantos". |
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