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DANIEL DROSDOFF
O BID aprovou US$10 bilhões em empréstimos em 1998, um recorde que inclui
operações para proteger a América Latina da volatilidade financeira mundial e ajuda para
assistência e reconstrução em países atingidos por desastres naturais. Os desembolsos para a
região também alcançaram o recorde de US$6,5 bilhões.Em seu relatório de fim de ano à
Diretoria Executiva, o Presidente do Banco Enrique V. Iglesias afirmou que a pronta resposta do
BID e de outros bancos multilaterais no ano que passou foi fundamental para atenuar os efeitos
das crises financeiras asiática e russa na América Latina. E acrescentou que em geral a região teve
êxito em administrar os efeitos dessas crises. Ele destacou também a assistência substancial do
BID aos países que sofreram os efeitos do fenômeno climático El Niño e dos furacões Georges e
Mitch. Mas apesar do montante incomumente alto dos empréstimos emergenciais no último ano,
o BID manteve o enfoque de sua atividade na redução da pobreza, disse Iglesias. Trinta e três
por cento dos empréstimos do ano e 53% do número de operações se destinaram a programas
sociais, excedendo substancialmente a meta do Banco. Além disso, o empréstimo a
microempresas totalizou US$215 milhões. Outras áreas importantes de atuação do Banco em
1998 incluíram programas para a reforma do Estado e a melhoria da administração pública,
processos nacionais e internacionais de paz, empresas de pequeno e médio porte, integração
regional e eqüidade de gênero e etnia. Pelo quinto ano consecutivo, o BID permaneceu como
a principal fonte de crédito multilateral para a América Latina e o Caribe. O financiamento para os
países menores e menos desenvolvidos em 1998 totalizou US$2 bilhões, o dobro do montante
aprovado por qualquer outra instituição multilateral individual para essas
nações. Programas para a paz. Entre as novas operações aprovadas pelo Banco
em 1998 estavam um empréstimo de US$57 milhões à Colômbia para a promoção da paz nacional
e da segurança dos cidadãos e um empréstimo de US$57 milhões ao Uruguai para a promoção da
segurança dos cidadãos e prevenção da violência e do crime. Operações voltadas para
tecnologia de informação incluíram um empréstimo de US$85 milhões a Barbados para a
modernização do sistema de educação e a introdução da informática no ensino primário e
secundário, com o objetivo de preparar os alunos para competir em uma economia mundial
baseada na informação e na tecnologia. O BID presidiu a dois grupos consultivos de nações
doadoras em 1998: o Grupo Consultivo para a Reconstrução e Transformação da América
Central e o Grupo Consultivo de Apoio ao Combate às Drogas no Peru. Numa operação que
apontou para novas tendências e em que os grupos locais desempenharam um importante papel na
fase de planejamento, o Banco aprovou um empréstimo de US$70,4 milhões para o Panamá em
apoio a um programa para o desenvolvimento sustentável da região ambientalmente frágil de
Darién. O Banco aumentou as suas aprovações de empréstimos e garantia ao setor privado
atingindo o recorde de US$566,2 milhões em 1998, contra os US$320,3 milhões de 1997.
Também aprovou o total recorde de US$783 milhões em empréstimos consorciados. As
operações do setor privado incluíram empréstimos para o primeiro sistema postal privatizado do
mundo na Argentina e um fundo destinado a fornecer financiamento subordinado de dívida de
longo prazo para projetos de infra-estrutura. O Fundo Multilateral de Investimento
administrado pelo BID aumentou as suas doações e investimentos em 130% em 1998, chegando
ao total de US$142 milhões, para apoiar o desenvolvimento do setor privado na América Latina e
no Caribe. Os projetos aprovados incluíram oito fundos de investimento que apóiam pequenas
empresas e proteção ambiental, bem como um programa de US$12,9 milhões para prestar
assistência na recuperação das microempresas centro-americanas que sofreram pesadas perdas
com a passagem do furacão Mitch.
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